sábado, 31 de janeiro de 2009

Brasil pode ficar livre da doença de Chagas em 50 anos

A notícia de que o Brasil só erradicará a doença de Chagas daqui 50 anos, ou seja somente em 2059, foi divulgada no Jornal O Estado de São Paulo. Segundo pesquisa do epidemiologista Eduardo Massad, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), publicada ne revista Epidemiology and Infection, isto ocorrerá considerando os 113.750 infectados pelo T. cruzi que possuem entre 0 e 4 anos, hoje.

O que se pode comentar é que isso pode, realmente, ocorrer se não houver mais transmissão da doença, por nenhuma via, o que certamente não acontece. A imprensa tem noticiado com freqüência transmissão por via oral, no nordeste brasileiro e na região Amazônia. Ainda há dúvidas sobre a eliminação da transmissão vetorial, tendo em vista que há barbeiros, que há barbeiros positivos, que têm sido encontrado barbeiros positivos domiciliados... Então, como não há mais transmissão vetorial? Esses quase 115 mil infectados de 0 a 4 anos foram contaminados de que forma? O próprio estudo do Eduardo Massad indica que é preciso manter políticas de vigilância para evitar novos transmissores e formas de transmissão.

Não temos dúvidas da eficácia do Programa Nacional de Controle da doença de Chagas, mas todos hão de concordar que alguns municípios não têm cumprido a pactuação do SUS para o controle da doença, que há municípios que não dão prioridade ao Programa e outtos têm carências técnicas operacionais para realizá-lo, não só na Amazônia e Nordeste brasileiro, regiões mais pobres do Brasil, mas também no centro-sul do país.

Não podemos relaxar só porque o T. infestans está desaparecido. Temos outros triatomíneos que estão ocupando o seu nicho ecológico no peri e no intra-domicílio, com poder de transmissão menor que o do T infestans, é bem verdade, mas ainda assim capaz de transmitir a doença.

domingo, 28 de dezembro de 2008

Retomando a Coluna Sanitária em 2009

Em 2009 retomaremos as atividades do Projeto Coluna Sanitária pelo Norte de Minas. Nossa base de pesquisas é Januária e nosso interesse principal é a doença de chagas. Ainda, estamos programando (Samuel, Raul e Jorge Pickenhayn) viagem à cochabamba - Bolívia para estudar a o Triatomíneo infestans no ninho (berço de origem), ainda no 1o semestre.

A partir do próximo ano, teremos mais dois colaboradores para este blog, ambos ligados ao Laboratório de Geografia Médica e Vigilândia em Saúde Ambiental:

  • Paulo Henrique Batista, bolsista de iniciação científica do CNPq, cujo trabalho é "condições sócio-econômicas e ambientais são propícias à transmissão vetorial da doença de Chagas, em Uberlândia MG.
Paulo Henrique em busca ativa de barbeiros, município de Januária - MG, mar/08

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Coluna Sanitária 2

Iniciamos a Sugunda expedição da Coluna Sanitária pelo Norte de Minas Gerais, com atenção especial colocada em Januária e os triatomíneos, vetores da doença de Chagas.

Na foto ao lado, vê-se a pesquisa em um galinheiro a procura de barbeiros, que inicialmente saem de seus nichos ecológicos, em ciclo silvestre e vêm para o peridomicílio, onde podem parasitar as aves e animais domésticos.

Posteriormente, podem se domiciliar (dentro da moradia do homem) e parasitar o homem. Se estiverem contaminados de T. cruzzi podem transmití-lo, cansando a doença de Chagas.

A partir de hoje vamos relatar os dados e as informações obtidas nesta segunda expedição, realizada entre os dias 29/08 a 02/08/2008, da qual participaram o prof. Dr. Samuel da Universidade Federal de Uberlândia, o Prof. Dr. Jorge Pickenhayn da Universidade Nacional de San Juan (Argentina), a Geógrafa Marta, formada na Universidade Estadual de Montes Claros e o aluno Gutierres do curso de Geografia da UNESP de Pres. Prudente.


Na foto ao lado, vê-se a pesquisa em um galinheiro a procura de barbeiros, que inicialmente saem de seus nichos ecológicos, em ciclo silvestre e vêm para o peridomicílio, onde podem parasitar as aves e animais domésticos.