A notícia de que o Brasil só erradicará a doença de Chagas daqui 50 anos, ou seja somente em 2059, foi divulgada no Jornal O Estado de São Paulo. Segundo pesquisa do epidemiologista Eduardo Massad, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), publicada ne revista Epidemiology and Infection, isto ocorrerá considerando os 113.750 infectados pelo T. cruzi que possuem entre 0 e 4 anos, hoje.
O que se pode comentar é que isso pode, realmente, ocorrer se não houver mais transmissão da doença, por nenhuma via, o que certamente não acontece. A imprensa tem noticiado com freqüência transmissão por via oral, no nordeste brasileiro e na região Amazônia. Ainda há dúvidas sobre a eliminação da transmissão vetorial, tendo em vista que há barbeiros, que há barbeiros positivos, que têm sido encontrado barbeiros positivos domiciliados... Então, como não há mais transmissão vetorial? Esses quase 115 mil infectados de 0 a 4 anos foram contaminados de que forma? O próprio estudo do Eduardo Massad indica que é preciso manter políticas de vigilância para evitar novos transmissores e formas de transmissão.
Não temos dúvidas da eficácia do Programa Nacional de Controle da doença de Chagas, mas todos hão de concordar que alguns municípios não têm cumprido a pactuação do SUS para o controle da doença, que há municípios que não dão prioridade ao Programa e outtos têm carências técnicas operacionais para realizá-lo, não só na Amazônia e Nordeste brasileiro, regiões mais pobres do Brasil, mas também no centro-sul do país.
Não podemos relaxar só porque o T. infestans está desaparecido. Temos outros triatomíneos que estão ocupando o seu nicho ecológico no peri e no intra-domicílio, com poder de transmissão menor que o do T infestans, é bem verdade, mas ainda assim capaz de transmitir a doença.
O que se pode comentar é que isso pode, realmente, ocorrer se não houver mais transmissão da doença, por nenhuma via, o que certamente não acontece. A imprensa tem noticiado com freqüência transmissão por via oral, no nordeste brasileiro e na região Amazônia. Ainda há dúvidas sobre a eliminação da transmissão vetorial, tendo em vista que há barbeiros, que há barbeiros positivos, que têm sido encontrado barbeiros positivos domiciliados... Então, como não há mais transmissão vetorial? Esses quase 115 mil infectados de 0 a 4 anos foram contaminados de que forma? O próprio estudo do Eduardo Massad indica que é preciso manter políticas de vigilância para evitar novos transmissores e formas de transmissão.
Não temos dúvidas da eficácia do Programa Nacional de Controle da doença de Chagas, mas todos hão de concordar que alguns municípios não têm cumprido a pactuação do SUS para o controle da doença, que há municípios que não dão prioridade ao Programa e outtos têm carências técnicas operacionais para realizá-lo, não só na Amazônia e Nordeste brasileiro, regiões mais pobres do Brasil, mas também no centro-sul do país.
Não podemos relaxar só porque o T. infestans está desaparecido. Temos outros triatomíneos que estão ocupando o seu nicho ecológico no peri e no intra-domicílio, com poder de transmissão menor que o do T infestans, é bem verdade, mas ainda assim capaz de transmitir a doença.
